VALUE(S)olidarity

 

O PROJETO

O fosso intergeracional entre jovens e idosos foi percebido e reconhecido por um grupo de jovens com o intuito de diminuir a falta de proximidade entre as duas faixas etárias. De facto, a partilha de experiências pode diminuir a sensação de estar só e criar condições para uma sociedade mais solidária e inclusiva. Assim, o VALUE(S)olidarity veio dar continuidade ao trabalho iniciado com o projeto Grandpa Tell me More! (Boa Prática 2018), levando a intervenção a um grupo mais alargado de idosos, através de parcerias com doze lares e centros de dia do concelho de Águeda. O VALUE(S)olidarity é reflexo de como o trabalho dos jovens com os idosos potencia uma aproximação entre as gerações, a cultura local e europeia, a dinamização de práticas com visões e ideias diferentes e a adoção de valores sociais europeus na realidade dos jovens e dos idosos de Águeda.

CORPO EUROPEU DE SOLIDARIEDADE

O Corpo Europeu de Solidariedade(CES) é a nova iniciativa da União Europeia dirigida aos jovens, dando-lhes a oportunidade de fazer voluntariado ou de trabalhar em projetos, no próprio país ou no estrangeiro, em benefício de pessoas e comunidades de toda a Europa. Depois de se inscreverem, os participantes no Corpo Europeu de Solidariedade podem ser selecionados e convidados a integrar uma vasta gama de projetos. Os projetos apoiados pelo Corpo Europeu de Solidariedade podem durar entre dois e doze meses, decorrendo, regra geral, em países da União Europeia. Todos os jovens participantes no projeto pertencem ao CES.
O VALUE(S)olidarity é financiado pelo Corpo Europeu de Solidariedade.

AGÊNCIA NACIONAL ERASMUS+ JUVENTUDE EM AÇÃO

A Agência Nacional Erasmus+ Juventude em Ação é a estrutura de missão que pretende assegurar a gestão, em Portugal, do Programa Erasmus+ nos domínios da juventude e do desporto, bem como assegurar a gestão e a execução das atividades ainda em vigor do Programa “Juventude em Ação”. Coordena ainda a rede de informação Eurodesk em Portugal. A AN Erasmus+ Juventude em Ação apoia Intercâmbios de Jovens, Voluntariado Europeu, Formação Internacional, Parcerias Estratégicas e eventos de Diálogo Estruturado. Presta apoio e informação na dimensão do Desporto e ao Corpo Europeu de Solidariedade do Erasmus+.

A Agência Nacional Erasmus+ Juventude em Ação apoia o projeto VALUE(S)olidarity.

AS PARCERIAS

Os lares e centros de dia parceiros no VALUE(S)olidarity são:
1. AMAR – Associação Macinhatense de Cultura de Recreio (Macinhata do Vouga)
2. Fundação Nossa Senhora da Conceição (Valongo do Vouga)
3. Associação Senhora da Esperança – Centro Social, Cultural e Recreativo (Á-dos-Ferreiros)
4. Jardim Social de Travassô (Travassô)
5. Centro Social Arco Íris (Espinhel)
6. Associação Fermentelense de Assistência a Crianças e Pessoas de 3ª Idade (Fermentelos)
7. Santa Casa da Misericórdia de Águeda/ Lar Conde Sucena (Águeda)
8. O Mágico – Centro de Apoio Social, Cultural e Recreativo (Giesteira)
9. Centro Social de Agadão (Agadão)
10. Centro Social de Belazaima (Belazaima do Chão)
11. Paraíso Social de Aguada de Baixo (Aguada de Baixo)
12. LAAC – Liga dos Amigos de Aguada de Cima (Aguada de Cima).

OS JOVENS

O Marco Caloba tem 20 anos e é natural da África do Sul. Atualmente estuda na Universidade de Aveiro, no 3.º ano do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica. Já participou em diversos projetos de Erasmus+ Juventude em Ação, principalmente em intercâmbios de jovens- Destes destaca dois, um em Águeda e outro em Kaunas, na Lituânia, sobre o diálogo intergeracional, uma vez que estavam baseados em atividades de educação não-formal que o ajudaram a desenvolver competências sociais e pessoais no que toca à interação com gerações mais antigas e a conseguir assim um melhor entendimento e mais empatia em relação a elas. Foi a curiosidade e o interesse que estes intercâmbios despertaram no marco que o fizeram embarcar no projeto VALUE(S)olidarity.

A Elza Rocha é natural de Barrô e já completou 20 voltas ao Sol. Atualmente estuda Bioquímica na Universidade de Aveiro e, ainda que por contraste, sempre se interessou por iniciativas sociais e culturais que promovam o envolvimento de diferentes gerações. Tudo começou no projeto KA2 Grandpa Tell Me More, distinguido como projeto de Boas Práticas, onde percebeu a necessidade de envolver os mais velhos numa época em que o instantâneo é o mais atraente e onde a população mais idosa vai sendo deixada de parte. E com o projeto Value(S)olidarity conseguiu cultivar o interesse pelas memórias, pelos ensinamentos e pelos conselhos dos idosos com quem teve o prazer de conviver. E é com carinho que guarda todas as boas discussões de moralidades, costumes e ideias que a ajudam a moldar a pessoa que é hoje.

Sonha com um mundo ideal, tem 24 anos e é de Aguada de Cima. O seu nome é Mariana Marques, fisioterapeuta de profissão e voluntária nos seus tempos livres. Faz parte da Juventude da Cruz Vermelha e da direção do GAS’África. É apaixonada por pessoas e pelos seus comportamentos. Participou no projeto Value(s)olidarity por acreditar que o trabalho dos jovens passa, na maioria das vezes, por relembrar as pessoas das suas competências e de que são especiais e únicas.

O nome dela é Daniela Dias, tem 25 anos e é natural de Aguada de Baixo, Águeda. A sua formação é Engenharia Biomédica, mas ao longo do tempo tem vindo a completar esta formação académica com formação não-formal que a tem ajudado na integração e participação ativa na sociedade que a rodeia. Já participou em alguns intercâmbios nos quais desenvolveu competências importantes como a tolerância cultural. Desta forma, decidiu participar no projeto VALUE(S)olidarity por se tratar de um projeto de integração onde constam valores como compreensão e troca de ideias entre diferentes gerações. Acha que o projeto foi uma experiência incrível e muito desafiante.

O Cláudio Machado nasceu a 03 de maio de 1998, sendo natural de Aguada de Baixo, pequena aldeia do conselho de Águeda e tem estudos em Física pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. A participação em diversos intercâmbios jovens e hackathons a nível universitário têm sido a sua base da educação não-formal. Foi com o projeto Grandpa Tell Me More que teve a primeira experiência em trabalhar com idosos e que para ele se revelou muito gratificante e enriquecedora, pois a partir daí ficou motivado para o VALUE(S)olidarity.

OBJETIVOS

O objetivo global do VALUE(S)olidarity é promover a solidariedade enquanto valor comum, sobretudo através de atividades intergeracionais, com vista ao fomento do envolvimento dos jovens e dos idosos, das instituições e da comunidade, para que Águeda se torne mais solidária e inclusiva. Através da capacitação dos jovens, da partilha intergeracional, da promoção e do desenvolvimento social, os jovens desenvolveram valores sociais e éticos, como a solidariedade, os direitos humanos, a igualdade de oportunidades e o reconhecimento dos contextos multiculturais.
Os objetivos gerais são:

1 | Reconhecer o potencial da intergeracionalidade no desenvolvimento pessoal e social dos jovens e idosos;

2 |Reconhecer o potencial da intergeracionalidade na comunidade;

3 | Incentivar o envolvimento de instituições sociais e públicas nas práticas sociais, culturais e educativas intergeracionais e promover novas iniciativas;

4 | Contribuir para a melhoria das situações de exclusão social;

5 | Contribuir para a melhoria dos problemas da exclusão e discriminação social e a baixa participação social.

Os objetivos específicos são:

1 | Promover práticas sociais, culturais e educativas, intergeracionais, ajustadas às necessidades dos jovens e idosos locais e da comunidade;

2 | Promover a solidariedade, a diversidade e a interculturalidade;

3 | Capacitar os jovens e os idosos com novas competências e aprendizagens com base na educação não formal;

4 | Incentivar a atitude empreendedora, criativa e proativa dos jovens e idosos;

5 | Sensibilizar a comunidade e instituições para a necessidade de potenciar atitudes empreendedoras para desenvolvimento da região;

6 | Promover a participação da comunidade local nas atividades dos jovens e dos idosos;

7 | Promover os valores sociais europeus, nomeadamente a solidariedade;

8 | Partilhar boas práticas;

9 | Promover o reconhecimento das oportunidades da União Europeia.

Assim, este projeto atingiu objetivos claros de inclusão social, de reconhecimento e de partilha dos valores sociais europeus e de capacitação dos jovens e idosos, quer pelo seu desenvolvimento pessoal e social, como pela participação e pela relação direta com a comunidade.

ATIVIDADES DO PROJETO

Os tópicos das atividades concebidas, implementadas e avaliadas pelos jovens foram:

– Passatempos

– Namoro/casamento

– Música, filmes e karaoke

– Experimentação de instrumentos musicais

– Gastronomia

– A vida diária

– Educação

– Jogos de tabuleiro

– Poesia

– Tópicos e assuntos atuais

– Voluntariado

– Clubes e associações.

REUNIÕES DE GRUPO E COACHING

Apesar de a maioria dos jovens envolvidos neste projeto já terem participado numa iniciativa transnacional de jovens e, portanto, já terem em mente as ideias do que pretendiam implementar em cada sessão, foi fundamental discutir, definir, aprovar e implementar um modelo de gestão. Para a implementação do projeto recorreu-se ao ciclo de aprendizagem PDCA (Plan Do Check Act), ou seja, para cada atividade foi implementado um processo de preparação, implementação, avaliação e atuação/correção. A coach foi neste processo uma referência que esteve presente nas diferentes fases do processo e alguém disponível para facilitar qualquer dúvida ou questão que os jovens tivessem.

PASSATEMPOS NA ASSOCIAÇÃO SENHORA DA ESPERANÇA

Na Associação Senhora da Esperança em À-dos-Ferreiros foi implementada uma sessão que objetivou a partilha de vivências em termos de passatempos dos idosos e dos jovens hoje em dia. As principais diferenças encontradas é que os idosos brincaram muito ao ar livre com os amigos, brincavam com animais por trabalharem nos campos, faziam os seus próprios brinquedos, como bonecos de trapos e bonecos feitos de espigas de milho e os jovens crescem mais fechados em casa, rodeados de novas tecnologias e travam conhecimentos em redes sociais que não existiam sequer durante a juventude dos idosos. Também se falou de solidariedade e como investir o tempo em projetos solidários.

NAMORO E CASAMENTO NA AFA

Na Associação Fermentelense de Assistência a Crianças e Pessoas de 3ª Idade em Fermentelos, 15 participantes passaram a manhã com muita emoção, uma vez que os idosos contaram situações da sua vida, recordaram os seus namoricos e o dia do casamento, debateram a ida à igreja e o divórcio, o vestido de noiva branco e compararam com a atualidade levada pelos jovens, onde hoje em dia há menos estigma no divórcio, o conceito de casar passa principalmente por viver junto, o casamento pela igreja é facultativo e para os jovens é perfeitamente normal que pessoas do mesmo sexo se casem.

MÚSICA, FILMES E KARAOKE NO CENTRO SOCIAL DE BELAZAIMA

Quando os jovens estiveram no Centro Social de Belazaima, em Belazaima do Chão, a animação foi constante! Através de atividades de educação não-formal e da partilha de histórias, jovens e idosos falaram sobre cinema, filmes e bandas sonoras, televisão e sobre as suas vivências pessoais. Houve muita música, animação e cantorias!

INSTRUMENTOS MUSICAIS NA AMAR

A experimentação de instrumentos musicais, o acompanhamento de músicas com Instrumental Orff, o canto e dança contaram com 47 participantes na AMAR – Associação Macinhatense de Cultura de Recreio em Macinhata do Vouga, onde jovens e idosos se uniram numa tarde divertida onde até os técnicos dançaram com o grupo!

GASTRONOMIA NO PARAÍSO SOCIAL

A dieta mudou, atualmente comemos mais carne, mas também começamos a preocupar-nos mais com os hábitos alimentares, não só por causa de questões de saúde, mas por questões de desenvolvimento sustentável e preocupação com o planeta. Estas foram das principais conclusões tiradas na sessão sobre gastronomia no Paraíso Social de Aguada de Baixo, onde ainda houve experimentação de diversos alimentos e partilha de vivências num diálogo intergeracional. Entre jovens e idosos, a atividade contou com 11 participantes.

A VIDA DIÁRIA NO MÁGICO

No Mágico – Centro de Apoio Social, Cultural e Recreativo na Giesteira, os jovens aprenderam que a vida diária dos idosos era passada principalmente no campo que era o principal meio de subsistência, por isso os idosos tinham que trabalhar desde cedo e as suas rotinas estavam relacionadas com a agricultura e a pecuária. Os jovens aprenderam também que não havia muito tempo para jogos e brincadeiras na vida dos idosos participantes e por isso não praticavam jogos tradicionais ou desporto. Com os jovens, os idosos perceberam que hoje em dia, além da prática desportiva outdoor, os jovens passam muito tempo no computador, e por exemplo, no Netflix. Ambas as gerações relataram situações de solidariedade na sua vida diária.

EDUCAÇÃO NO ARCO ÍRIS

No Centro Social Arco Íris em Espinhel foi lida uma história sobre como era a Educação no tempo dos avós dos participantes nomeadamente sobre o transporte, a relação com os professores, o ensino obrigatório, a relação entre pares e outros aspetos que serviram de mote para promover a discussão entre principais diferenças na Educação de hoje em dia e de antigamente. Também houve um jogo com dados e perguntas para que ambas as gerações partilhassem as suas experiências pessoais. Esta atividade contou com a presença de 28 participantes.

JOGOS DE TABULEIRO NA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE ÁGUEDA

Uma tardada de Bingo foi passada na Santa Casa da Misericórdia de Águeda no Lar Conde Sucena, onde os participantes falaram sobre jogos de tabuleiro como xadrez, damas, bingo, gamão, monopólio e scrabble, comparando o agora e o antigamente.

POESIA NA LAAC

Ritmo, palavras, animação, partilha, intergeracionalidade e aprendizagem. Estas podiam ser as palavras que definem a sessão de poesia na LAAC – Liga dos Amigos de Aguada de Cima. Jovens e idosos trabalharam a consciência fonológica, partilharam poemas, ditos populares e lengalengas.

TÓPICOS E ASSUNTOS ATUAIS NO JARDIM SOCIAL

No Jardim Social de Travassô, os participantes conversaram sobre o Corpo Europeu de Solidariedade, o Erasmus+, tópicos e assuntos atuais como a União Europeia, o Brexit e os movimentos migratórios a que assistimos.

VOLUNTARIADO NA FUNDAÇÃO NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Voluntariado e Solidariedade foram as palavras mais ouvidas na sessão que decorreu na Fundação Nossa Senhora da Conceição em Valongo do Vouga, onde foi implementada uma atividade não-formal que permitiu discutir o conceito de ser voluntário antigamente e na atualidade. Foi dado destaque ao Corpo Europeu de Solidariedade e ao Erasmus+ Juventude em Ação pela aprendizagem através da mobilidade e dos projetos solidários que permitem aos voluntários desenvolver competências.

CLUBES E ASSOCIAÇÕES NO CENTRO SOCIAL DE AGADÃO

No Centro Social de Agadão, 24 participantes discutiram o associativismo de antigamente e da atualidade através da participação em atividades de educação não-formal. Jovens e idosos falaram ainda do papel das mulheres e da história da instituição.

APRESENTAÇÃO PÚBLICA DO PROJETO

Além das reuniões nos lares e partilha informal de vivências, resultados e impacto do projeto juntod e jovens aguedenses e técnicos e familiares dos utentes, foi realizada uma sessão de apresentação pública do projeto na Escola Secundária Marques Castilho onde foram partilhados testemunhos, exibidos resultados e vídeos do projeto, bem como foi abordado o Corpo Europeu de Solidariedade.

VISIBILIDADE E DISSEMINAÇÃO

VÍDEO FINAL

YOUTHPASS

Os jovens adquiriram e desenvolveram muitas competências com a sua experiência de participação neste projeto solidário do Corpo Europeu de Solidariedade. No sentido de as suas competências serem reconhecidas, os jovens receberam o seu Youthpass no final do projeto, um reconhecimento a nível europeu ao nível da educação não formal. 

RESULTADOS E IMPACTO

O projeto foi um sucesso em termos de consecução e objetivos, tendo sido observados os seguintes resultados:

– Cumprimento dos planos estabelecidos;

– Conhecimento sobre como melhorar a aprendizagem e diálogo intergeracional pela criação, implementação e avaliação de métodos usados com jovens e idosos na mesma atividade numa perspetiva de aprendizagem e de adaptação constante, sempre com base no respeito, confiança e afeto;

– Consciencialização das vantagens de aprender através de pessoas idosas. 100% dos jovens envolvidos no projeto manifestaram que a sua participação foi benéfica para eliminar estereótipos associados aos idosos, e os idosos também manifestaram que a presença dos jovens e as atividades implementadas foram positivas para desconstruir a imagem generalizada da juventude atual;

– Aumento do diálogo social entre jovens e idosos, cuja comunicação permitiu sem dúvida um melhor entendimento entre gerações;

– Desenvolvimento de camaradagem entre gerações, uma vez ter sido observado um contacto descontraído e sem preconceito pelas partes envolvidas;

– Aumento do conhecimento e capacitação entre os jovens, técnicos e idosos sobre aprendizagem intergeracional;

– Aumento da consciencialização dos jovens acerca da sua responsabilidade social. Os jovens ficaram mais consciencializados em relação ao que podem fazer e de que a mudança pode partir deles. Foi isso importante sentirem-se apoiados;

– Jovens mais ativos socialmente na criação de melhores condições para a sua comunidade. Houve envolvimento na definição de necessidades, na criação das atividades e de como se chega a uma atividade final que corresponde a um objetivo e a um resultado e impacto esperado.

– Jovens mais conscientes acerca das necessidades intergeracionais e mais proativos em encontrar soluções.

– Rede de jovens aptos a partilhar boas práticas em desenvolvimento e aprendizagem intergeracional. Os jovens partilharam as suas experiências e entenderam como podem fazer de maneira diferente para que possa ser replicável.

– Boas práticas em aprendizagem intergeracional. Criou-se um documento compilação com as sessões desenvolvidas e conteúdos desenvolvidos, o booklet, o qual está disponível na página do projeto e foi partilhado com a mailinglist do Centro de Juventude de Águeda e com os contactos dos jovens e parceiros.

O projeto revelou o impacto esperado e validou os benefícios da intergeracionalidade e da educação não-formal no desenvolvimento de competências e conhecimento.

JOVENS

Competências socias e cívicas

– Maior proximidade à comunidade.

– Desenvolvimento de competências relacionadas com o estabelecimento de relações, em contextos diversificados, com diferentes objetivos comunicacionais e diferentes grupos-alvo.

Sentido de iniciativa e empreendedorismo

– Transformação de ideias em projetos viáveis, ajustados às necessidades dos jovens e da comunidade para a implementação ações sociais, culturais e educativas intergeracionais, com vista à criação e valor social.

Comunicação em língua materna

– Desenvolvimento de proficiência linguística pela imersão na comunidade local e contacto em diversos contextos e através da oralidade, escrita e comunicação.

Aprender a aprender

– Responsabilidade na própria aprendizagem, criação de iniciativas e avaliação de resultados.

– Processo continuado de reflexão, individual e em grupo, o que levou à identificação do estilo pessoal de aprendizagem.

– Contorno de obstáculos e compreensão da forma como a experiência contribuiu para desenvolvimento pessoal e profissional.

Competência matemática e competências básicas de ciência e tecnologia 

– Gestão de orçamentos, de tempo, raciocínio lógico e matemático que incrementou o uso de cálculos e gráficos na rotina diária. 

Competência na língua estrangeira

– Recurso a materiais em língua estrangeira para a procura de estratégias ajustadas a idosos.

– Expressão de pensamentos e convivência com participantes de outras culturas.

– Maior sensibilidade à cultura europeia.

Competência digital

– Recurso a programas informáticos para a criação de vídeos, uso de máquina fotográfica e edição de fotos, criação do poster e uso de redes sociais, o que culminou na maior abertura a formas de comunicar online e domínio de programas para transmitir a mensagem pretendida.

Sensibilidade e expressão cultural 

– Entrosamento com outras culturas, identificando semelhanças e divergências, o que revelou maior conhecimento crítico sobre a sua cultura.

– Maior abertura a culturas europeias e desenvolvimento de competências relacionadas com o convívio pacífico, resolução de problemas e tomada de decisões.

IDOSOS

– Melhoria da auto-perceção quanto à sua contribuição na comunidade;

– Aumento do bem-estar;

– Desmistificação de preconceitos sobre juventude;

– Aumento do conhecimento sobre a atualidade.

TÉCNICOS

– Valorização do potencial de inovação social dos jovens.

– Maior competência em abordagens intergeracionais e empreendedorismo social.

– Maior capacidade de ativar e implementar processos de participação juvenil.

STAKEHOLDERS

– Aumento da qualidade do trabalho intergeracional com impacto social, cívico e democrático.

– Aumento da capacidade de cooperar a nível nacional e europeu para reforço de estratégias internacionais.

– Reconhecimento da potencialidade da ENF.

– Desenvolvimento do efeito multiplicador das boas práticas locais e europeias.

DECISORES DO PLANEAMENTO DE INICIATIVAS PARA A JUVENTUDE 

– Aumento do conhecimento sobre potenciais iniciativas de inclusão de jovens no planeamento de ações e iniciativas locais.

– Melhoria da capacidade de conceber a participação juvenil como um valor acrescentado em todas as políticas locais, tendo em conta que as políticas locais têm impactos sobre a juventude.

O conhecimento desenvolvido pelas partes envolvidas foi reconhecido através de reuniões e reflexões conjuntas antes e após a implementação das ações, tanto para reformulação de estratégias como para integrar as aprendizagens. Os jovens registaram as competências desenvolvidas num notebook para facilitar o preenchimento do Youthpass e os intervenientes nas sessões fizeram registos em vídeo sobre as aprendizagens e suas emoções. O coaching assumiu um papel importante na identificação das aprendizagens pelos momentos de reflexão, análise crítica, e motivação dos jovens a fazer mais e melhor.

O VALUE(S)olidarity mostrou que o conhecimento não está balizado cronologicamente nem limitado a fases da vida, podendo a aprendizagem intergeracional ocorrer em contextos distintos e ter impacto em diferentes intervenientes. Falamos de combate à solidão, aumento da autoestima e qualidade de vida, partilha de saberes, compreensão do processo de envelhecimento, conhecimento e adaptação a diferentes contextos, e sobretudo de solidariedade e respeito pelo outro. A comunidade é impactada por este projeto pelo desenvolvimento do sentimento de pertença, pela colaboração de voluntários e envolvimento de organizações em problemas comunitários, como por exemplo, o preconceito e a exclusão social. Este projeto conduziu à necessidade de políticas locais que promovam respostas sociais de cariz intergeracional.

O impacto desta atividade é positivo permitindo perceber que é muito mais fácil realizar atividades simples e tão enriquecedoras.” – Daniela Martins (Psicóloga n’O Mágico)

Este projeto foi uma mais-valia tanto para mim como para os idosos envolvidos. Ajudou-me a perceber que existem algumas diferenças entre as duas gerações envolvidas, mas mais importante, ajudou a aproximar estas mesmas gerações.” – Daniela Dias (voluntária do projeto)

O projeto VALUE(S)olidarity teve um grande impacto em mim como pessoa, profissional, jovem e voluntária. Este projeto veio, acima de tudo, fazer-me olhar para dentro, para o meu interior, antes sequer de o mostrar para fora, para a minha cidade, para o que está detrás de um projeto que aos olhos dos outros parece apenas bonito” – Mariana Marques (voluntária do projeto)

“O balanço é extremamente positivo. A atividade potenciou a aproximação entre gerações. A sabedoria dos mais velhos e a curiosidade dos mais novos promoveu a troca/partilha de vivências e histórias de vida, contribuindo para o sentido valorização e utilidade da pessoa idosa.” (Mariana Tavares, animadora sociocultural na AFA Fermentelos)

O contacto intergeracional é sempre proveitoso para os idosos, que tem benefícios ao nível da estimulação cognitiva, por exemplo, como também ao nível da autoestima. A partilha relacionada com o tema da União Europeia despertou nos utentes um interesse acrescido pela sua compreensão e organização.” (Dr.ª Elsa Rodrigues, Diretora Técnica no Jardim Social de Travassô)

“A alegria compartilhada, o conhecimento partilhado foi fantástico e pode ser comprovado pelas filmagens existentes. O convívio dos idosos com jovens e a troca de experiencias e vivências faz surgir sorrisos e gargalhadas adormecidos por muito tempo, fruto de algumas tristezas que o sabor dos longos anos vividos transporta.” (Catarina Gouveia, Direção Técnica do Paraíso Social de Aguada de Baixo)

“Para nós, instituição de apoio a idosos foi uma mais valia tendo em conta a importância da intergeracionalidade assim como das temáticas abordadas. É uma excelente forma de abordar assuntos importantes da sociedade de forma animada e descontraída possibilitando uma maior abertura e partilha por parte dos idosos.” (Arlete Santos, animadora sociocultural na Fundação Nossa Senhora da Conceição da Freguesia de Valongo do Vouga)

TESTEMUNHOS

“Neste projeto aprendi a diferenciar o “escutar” do “ouvir, aprofundei em mim a vontade de me colocar inteiramente no lugar do outro, imaginar que vivi as mesmas experiências na mesma época e então perceber o porquê desse pensamento, aumentei a curiosidade acompanhada de gargalhadas sobre temas como casamento e músicas” – Mariana Marques (voluntária do projeto)

Com este projeto tenho uma melhor noção das dificuldades que as gerações mais antigas enfrentaram, podendo desta maneira prestar o meu apoio a nível solidário e aproveitar mais o que hoje me é oferecido, assim como as oportunidades com que me deparo” – Daniela Dias (voluntária do projeto)

“As trocas de conhecimento/experiências deixaram-nos mais cultos e com maior sensibilização em relação à vida nos tempos que já passaram assim como deixaram os idosos a par do mundo em que vivemos hoje”. – Marco Caloba (voluntário do projeto)

“Neste projeto conseguimos desenvolver competências que no início não eram evidentes. Ao termos contacto com os idosos, com todas as suas experiências, com a vivência saímos mais enriquecidos a nível pessoal, e que se tornou numa aprendizagem constante ao longo de cada sessão.” – Claúdio Machado (voluntário no projeto)

“Os benefícios na instituição e nos idosos foram positivos, principalemente porque a atividade se realizou ao fim de semana, colmatando estes dias de semana que têm menos atividades.” – Daniela Martins (Psicóloga n’O Mágico)

“A dinâmica foi interessante e captou a atenção e a participação dos seniores, principalmente quando cantaram o hino de Portugal. Este tipo de atividades são importantes pois envolvem e trazem os seniores para atualidade e para a reflexão das suas próprias vivências.” (Paula Santos, animadora sociocultural no Centro Social de Agadão)

“Através de dinâmicas simples e adequadas à faixa etária, foi possível trabalhar o tema “Namoro/Casamento” num ambiente intimista, recetivo e sensível ao testemunhos de todos. Foram momentos de partilha de memórias de outrora, experiências e episódios de vida.” (Mariana Tavares, animadora sociocultural na AFA Fermentelos)

“O desempenho dos jovens foi uma mais valia para o sucesso e aceitação da atividade por parte dos idosos” (Dr.ª Elsa Rodrigues, Diretora Técnica no Jardim Social de Travassô)

“Os jovens demonstram e explicam muitas situações e episódios que vivem actualmente e os idosos, transportam para o seu tempo fazendo comparações que se tornam engraçadas.” (Catarina Gouveia, Direção Técnica do Paraíso Social de Aguada de Baixo)

FICHEIROS

PDF

VALUE(S)olidarity Booklet PT+EN

Este projeto é apoiado e financiado pela Agência Nacional Erasmus+ Juventude em Ação.